O debate sobre o possível fim da escala 6×1 voltou a ganhar destaque no cenário trabalhista brasileiro, mobilizando sindicatos, empresas e trabalhadores. Esse sistema tradicional, que prevê seis dias consecutivos de trabalho seguidos por apenas um dia de descanso, é amplamente adotado em setores como comércio, serviços e indústria. Nos últimos meses, porém, a discussão sobre a substituição desse modelo tem se intensificado, impulsionada por uma proposta de nova regulamentação que pode afetar milhões de trabalhadores no país. Atualmente, a escala 6×1 ainda serve como principal referência para o cálculo da jornada semanal.
Com a movimentação nas casas legislativas em torno de um modelo alternativo, cresce a necessidade de que empresas e empregados compreendam de forma clara como essas mudanças poderiam ser aplicadas, quais etapas ainda precisam ser concluídas e, sobretudo, quando as novas regras poderiam entrar em vigor oficialmente.
Histórico da escala 6×1 no Brasil
Historicamente, o sistema 6×1 se consolidou no Brasil ao longo do século XX, garantindo ao trabalhador um dia de descanso a cada seis dias de atividade. Esse formato está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e é amplamente adotado em setores como comércio e serviços.
A discussão sobre a reformulação das escalas de trabalho surge da busca por maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Apesar de estar em vigor há décadas, a escala 6×1 é considerada por muitos trabalhadores como desgastante, pois oferece pouco tempo de descanso e dificulta conciliar compromissos pessoais com a rotina de trabalho. Como alternativa, vem ganhando espaço a proposta da escala 4×3, que prevê quatro dias de trabalho seguidos por três de descanso.
Detalhes da proposta legislativa
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton e com 226 assinaturas, busca extinguir a escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho seguidos por apenas um de descanso. A proposta prevê a redução da jornada semanal para 36 horas sem cortes salariais e a adoção de escalas com mais dias de repouso, como a 4×3, com o objetivo de aumentar o tempo livre, melhorar a saúde dos trabalhadores e favorecer o convívio familiar.
O governo federal, segundo o ministro Guilherme Boulos, pretende aprovar e promulgar a medida ainda este ano. A tramitação na Câmara dos Deputados envolve discussões com o presidente Hugo Motta e a meta é pautar e votar a proposta, permitindo uma transição gradual para jornadas menos sobrecarregadas, oferecendo aos trabalhadores mais dias de descanso e maior qualidade de vida.
Quando a nova jornada de trabalho começará a ser aplicada aos trabalhadores?

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, declarou nesta terça-feira (27) que espera a aprovação do fim da escala 6×1 ainda neste semestre. Segundo ele, o governo federal está comprometido em reduzir a carga de trabalho semanal e ampliar o tempo livre dos trabalhadores.
“Espero que isso possa ser pautado para votação no Congresso Nacional, aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham descanso, paz e possam passar mais tempo com a família, seja para lazer ou cuidado, que é o básico para qualquer pessoa”, afirmou o ministro.
A proposta de alteração da jornada está em tramitação no Congresso e depende da aprovação em dois turnos na Câmara e no Senado. Após a promulgação, haverá um período de transição, previsto para começar no ano seguinte, permitindo que empresas e trabalhadores se adaptem gradualmente à nova escala 4×3. Até lá, a escala 6×1 continua sendo a referência vigente, embora algumas empresas já estejam testando o modelo de quatro dias de trabalho por três de descanso por meio de acordos internos ou coletivos.
Impactos para trabalhadores e empresas
Para os trabalhadores, o fim da escala 6×1 representa a possibilidade de semanas menos exaustivas, aumentando o descanso e o tempo com a família. A saúde física e mental tende a ser beneficiada, especialmente nas categorias que trabalham em turnos extensos. Para as empresas, a adaptação exigirá ajustes na organização das escalas de pessoal, especialmente em setores que operam todos os dias, como supermercados, hospitais e serviços de segurança.
Quais são os próximos passos?
Se aprovada, a mudança representará um marco nas relações de trabalho no Brasil, promovendo mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal e servindo como referência para empresas de diversos setores. A expectativa é que, com a nova jornada, os trabalhadores tenham mais descanso, bem-estar e qualidade de vida, enquanto o país acompanha uma adaptação gradual para implementar a escala 4×3 de forma organizada e eficiente.
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