Em uma decisão histórica para a saúde no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, em janeiro de 2026, um novo conjunto de normas que irão regulamentar a produção, pesquisa e comercialização do canabidiol (substância canabinoide encontrada na planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha). As novas regras visam garantir maior controle e segurança, ao mesmo tempo em que promovem o avanço científico e ampliam o acesso ao medicamento para pacientes que necessitam.
Regras para produção de canabidiol em 2026
- Agora, apenas empresas autorizadas conseguem produzir canabidiol no Brasil. Cada uma precisa obter Autorização Especial (AE) e submeter-se à inspeção sanitária da Anvisa antes de iniciar qualquer atividade. Só plantas com THC até 0,3% serão aceita. Além disso, as origens dos insumos devem ser devidamente rastreadas e controladas.
- Os lotes produzidos necessitam passar por análise laboratorial,, e qualquer irregularidade poderá suspender imediatamente a produção e até mesmo levar à destruição do material.
- Outra mudança significativa está na segurança do processo: há fiscalização constante por autoridades e um comitê coordenado por Anvisa, Ministério da Justiça, Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura, que reforça o monitoramento em todas as etapas.
Processo por trás das novas regras
A implementação das resoluções contou com consultas públicas, análises internacionais e recepção de dezenas de pesquisas científicas de instituições brasileiras e globais. Ministérios de Estado e órgãos técnicos, como Embrapa, participaram ativamente da construção das normas, para garantir ciência, evidência e controle em todas as etapas da cadeia produtiva de canabidiol.
Para quais fins será usada?
A medida, resultado de intensos debates técnicos e alinhada à decisão do Superior Tribunal de Justiça, estabelece diretrizes claras para o uso exclusivo da cannabis em fins medicinais e farmacêuticos. Todos os locais passam por inspeção prévia e exige-se alta segurança, com câmeras, alarmes e barreiras físicas, além de controle restrito de acesso.
Quem pode produzir?
A produção só pode ser feita por empresas que tenham autorização especial da Anvisa. Essas empresas precisam passar por uma inspeção e garantir que todos os processos sejam seguros e controlados.
- Pessoas jurídicas (empresas) com autorização especial.
- Empresas com inspeção sanitária aprovada.
- Empresas que seguem as regras de controle e segurança definidas.
Quem pode fazer pesquisas?
As pesquisas podem ser feitas apenas por instituições autorizadas e reconhecidas pelo governo. Essas instituições precisam garantir segurança máxima e seguir regras específicas para proteger os produtos usados.
- Instituições de ensino e pesquisa reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).
- Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) públicas.
- Indústrias farmacêuticas.
- Órgãos de Defesa do Estado.
Produções de associações
O novo regulamento permite que associações de pacientes sem fins lucrativos produzam canabidiol em pequena escala, sem autorização para comercialização, participando de ciclos experimentais supervisionados com critérios rigorosos de rastreabilidade, qualidade e monitoramento. A Anvisa seleciona os projetos a cada ciclo, considerando limites de produção e número de pacientes, acompanhando todo o processo por meio de um plano de monitoramento que reúne dados confiáveis sobre segurança e eficácia.
Como está a venda de canabidiol nas farmácias brasileiras
Atualmente, a venda de canabidiol em farmácias brasileiras é autorizada, porém regulamentada pela Anvisa, que determina critérios específicos para a comercialização. Os produtos disponíveis devem seguir padrões de qualidade e segurança, e a venda geralmente requer prescrição médica, assegurando que o uso do canabidiol seja monitorado por profissionais de saúde.
Atualização na regulação e vias de administração
A atualização das Resoluções da Diretoria Colegiada (RDC) 327/2019 regulariza 49 produtos de cannabis disponíveis em farmácias, que precisam passar por estudos clínicos para comprovar eficácia. O acesso foi ampliado para pacientes com doenças graves, e novas formas de administração foram autorizadas: dermatológica, sublingual, bucal e inalatório, além das vias nasal e oral. A publicidade é restrita a médicos e prescritores, com materiais aprovados pela Anvisa.
Quais pessoas poderão consumir o medicamento?
O acesso ao canabidiol será restrito a pacientes com doenças graves que necessitem do tratamento, sempre com prescrição médica e acompanhamento profissional, garantindo uso exclusivo para fins medicinais.
Quais são os riscos e recomendações sobre o uso do canabidiol?
Embora o canabidiol seja considerado seguro e não cause dependência, seu uso deve ser acompanhado por profissionais de saúde para evitar possíveis efeitos colaterais. É fundamental seguir as orientações médicas e adquirir o produto somente em estabelecimentos autorizados, garantindo a procedência e a qualidade do medicamento.
E a manipulação?
A manipulação de medicamentos derivados de cannabis terá uma regulamentação própria, a qual ainda está em desenvolvimento e será discutida em reuniões futuras, conforme informado pela Anvisa. A agência reforça que a regulamentação atual abrange todo o processo, desde o cultivo controlado até a aprovação clínica, proibindo qualquer uso que não seja estritamente medicinal e autorizado dentro da cadeia formal de controle sanitário.
Perspectivas futuras para o mercado de canabidiol no Brasil
Com as novas regulamentações, o mercado de canabidiol no Brasil tem perspectiva de crescimento, incentivando pesquisas e o desenvolvimento de novos produtos. A ampliação do acesso pode beneficiar um número maior de pacientes, além de fomentar a inovação no setor farmacêutico voltado para terapias à base de cannabis medicinal.

Dúvidas pertinentes
Quais são os impactos para pacientes e profissionais de saúde?
Para os pacientes, as novas regras prometem maior acesso a tratamentos à base de canabidiol, com garantia de qualidade e segurança dos produtos. Para os profissionais de saúde, as normas oferecem diretrizes mais claras para prescrição, acompanhamento e orientação dos pacientes, contribuindo para o uso responsável e eficaz do medicamento.
Há previsão de autorização para uso recreativo?
Não. Toda a regulamentação vigente mantém o uso restrito exclusivamente para fins medicinais e farmacêuticos, conforme decisão do STJ e controle internacional.
Os produtos resultantes podem ser comercializados?
Não, mas podem ser distribuídos para pesquisas em outras entidades autorizadas. Nos casos de pesquisa com THC acima de 0,3%, a instituição precisa de autorização de importação da Anvisa e atender exigências internacionais.
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